Os Estados Unidos mais uma vez mostraram que estão ao lado da guerra e contra a paz. Na última quinta-feira (18), o governo norte-americano utilizou seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para barrar uma resolução que exigia cessar-fogo imediato, incondicional e permanente na Faixa de Gaza, além da suspensão das restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária.
Com isso, Washington escolheu conscientemente permitir a continuidade do genocídio palestino. Já são mais de 250 mil mortos e feridos — cerca de 10% da população da Faixa de Gaza — e a brutalidade do regime de extrema-direita de Benjamin Netanyahu tende a aumentar ainda mais sob a proteção política e militar dos EUA.
A proposta vetada foi apresentada pelo bloco de países atualmente no Conselho — Argélia, Dinamarca, Grécia, Paquistão, Panamá, Somália, Guiana, Coreia do Sul, Eslovênia e Serra Leoa — que buscam representar as vozes mais periféricas da comunidade internacional. O resultado foi esmagador: 14 votos a favor da paz contra 1 voto pelo massacre. E, mais uma vez, esse 1 foi o dos Estados Unidos.
Não é a primeira vez. Em junho, uma resolução semelhante também foi barrada exclusivamente pelos EUA, deixando Israel livre para seguir sua campanha de destruição. Sem o veto norte-americano, um cessar-fogo já teria sido imposto, permitindo a entrada plena de ajuda humanitária e estabelecendo mecanismos de monitoramento internacional para frear o massacre.
Enquanto isso, a crise humanitária se aprofunda. Apenas em julho, quase 12 mil crianças palestinas estavam em situação de “desnutrição aguda”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). São vidas ceifadas e condenadas pela cumplicidade direta de Washington com o regime israelense.
Ao vetar a paz, os EUA deixam claro que sua política externa é sustentada pelo sangue do povo palestino — e que seu papel histórico continua sendo o de avalista da barbárie e inimigo dos povos que lutam por liberdade.
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