Na assembleia online de 23 de abril, que deveria servir para discutir o acordo coletivo de 2025, o que se viu foi uma manobra antissindical escancarada do Mercado Livre. A reunião foi invadida por gestores, diretores e gerentes da empresa — cerca de 70% dos presentes — que atuaram para desmobilizar os trabalhadores e barrar pautas como redução da jornada de 44 para 40 horas, reajuste salarial de 8,87% e melhorias nos benefícios.
Durante a mobilização, funcionários relataram coação, intimidação e assédio no Slack. Quem apoiava o sindicato era alvo de chacota, ameaças de demissão ou rebaixamento. Houve até tentativa de apagar e-mails de convocação do sindicato da caixa de entrada dos trabalhadores.
A assembleia foi suspensa e remarcada para 4 de junho, com controle de acesso. A empresa, além de negar envio da lista de e-mails ao sindicato, tenta impor sua vontade com censura e perseguição.
A ofensiva acontece enquanto o Mercado Livre bate recordes de lucro — foram R$ 3,64 bilhões só no último bimestre de 2024 — e tenta driblar direitos trabalhistas mudando sua sede para Santa Catarina, onde as convenções coletivas são mais frágeis.
Mesmo assim, a luta continua. Trabalhador organizado é trabalhador forte. Não vamos aceitar calados a tentativa de silenciar quem constrói essa empresa todos os dias.
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