São José dos Campos viveu um domingo marcado por união, resistência e mobilização social. A 3ª Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ e o ato nacional Levante Mulheres Vivas reuniram centenas de pessoas no Largo São Benedito, no dia 07/12, em uma grande manifestação que celebrou a diversidade e denunciou a violência crescente contra mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil.
A Marcha do Orgulho deste ano trouxe o tema “Viver, Envelhecer e Memória: Passado e Futuro – Orgulho Intergeracional”, destacando a importância de pensar o envelhecimento da população LGBTQIAPN+. O evento foi organizado pela Associação Transbordamos, CJD (Centro Joseense da Diversidade), Kika Medina e Sanja+, com apoio de diversas entidades e movimentos sociais, entre eles o Sindipetro-SJC.
A tradicional participação da ONG Mães pela Diversidade emocionou o público. O grupo abriu a marcha reforçando o compromisso pelo fim da LGBTfobia e pela garantia de respeito e proteção para seus filhos e filhas.
Em unidade, o ato também incorporou a mobilização nacional do Levante Mulheres Vivas, que convocou manifestações em várias cidades do país. Em São José, mulheres vestidas de roxo levaram faixas, cartazes e denúncias, destacando o cenário alarmante dos feminicídios no Brasil. Somente em 2025, mais de mil mulheres foram assassinadas, enquanto outras 2,7 mil sobreviveram a tentativas de feminicídio — números que reforçam a urgência de políticas de prevenção e proteção.
Durante as falas, ativistas ressaltaram que a violência de gênero e a LGBTfobia fazem parte de um mesmo sistema que precisa ser combatido coletivamente. O ato unificado reforçou a importância de políticas públicas que garantam segurança, dignidade e direitos.
A mobilização também teve momentos culturais, discursos de lideranças comunitárias e manifestações artísticas que celebraram a pluralidade da cidade. O clima foi de luta, mas também de afeto, acolhimento e representatividade.
Para os movimentos organizadores, o domingo representou não apenas um protesto, mas um chamado à sociedade: a vida das mulheres e das pessoas LGBTQIAPN+ é inegociável. O ato deixou claro que São José dos Campos segue firme na construção de uma cidade mais justa, inclusiva e comprometida com os direitos humanos.
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