A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), por unanimidade, o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda os trabalhadores com renda de até R$ 5 mil por mês e amplia os descontos para quem ganha até R$ 7.350. A proposta, enviada pelo governo Lula, marca um passo histórico na reconstrução da justiça tributária no Brasil — um compromisso assumido com o povo ainda na campanha de 2022.
O texto agora segue para votação no Senado, antes da sanção presidencial.
Atualmente, apenas quem ganha até R$ 3.036 está isento. Com a nova política, mais de 26,6 milhões de brasileiros — sobretudo trabalhadores e classe média — deixarão de pagar o imposto a partir de 2026, aliviando o peso da carga tributária sobre quem mais precisa.
Para equilibrar as contas, o governo propôs uma medida inédita: taxar os super-ricos. Serão cobrados rendimentos acima de R$ 600 mil anuais, com uma alíquota progressiva que pode chegar a 10% — atingindo apenas 0,13% dos contribuintes, cerca de 140 mil pessoas que hoje pagam, em média, menos de 3% de IR. É um passo importante para romper com décadas de privilégios de uma minoria e construir um sistema mais justo e progressivo.
O que muda na prática:
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Isenção total para quem ganha até R$ 5.000;
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Desconto de até R$ 978,62 para quem ganha até R$ 7.350;
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Tributação justa sobre lucros e dividendos dos super-ricos;
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Mais renda disponível para as famílias trabalhadoras.
Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o projeto representa o início de uma virada histórica:
“Nosso país é o país da desigualdade. Enquanto poucos concentram riqueza, a maioria vive com dificuldade. Essa medida é justiça tributária — é permitir que o povo e a classe média vivam melhor.”
Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou o caráter popular da proposta:
“É uma vitória de milhões de brasileiros. O governo mostra que está do lado do povo, reduzindo impostos para quem vive de salário e fazendo os super-ricos contribuírem com o país.”
Mesmo diante de críticas da direita liberal — que acusou o projeto de “populismo” —, a aprovação com 493 votos favoráveis e nenhum contrário mostrou o amplo apoio à iniciativa.
Com a medida, o governo Lula avança no compromisso de reconstruir o Brasil com mais justiça social, priorizando quem vive do trabalho e não da especulação.
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