O Dia Internacional da Mulher tem raízes profundas na luta das mulheres operárias. Muito antes de ser uma data simbólica, o 8 de Março nasceu das greves, da organização sindical e da resistência de trabalhadoras que enfrentavam jornadas exaustivas, baixos salários, assédio e condições insalubres nas fábricas.

Com a industrialização, milhares de mulheres passaram a ocupar postos principalmente na indústria têxtil, trabalhando até 14 horas por dia, muitas vezes conciliando o trabalho fabril com as responsabilidades domésticas. Recebiam salários inferiores aos dos homens e tinham seus direitos constantemente negados.

Em 1910, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhague, a militante alemã Clara Zetkin propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher para fortalecer a organização política das trabalhadoras e dar visibilidade às suas reivindicações.

Poucos anos depois, em 8 de março de 1917, operárias do setor têxtil na Rússia entraram em greve exigindo pão, paz e melhores condições de trabalho. A mobilização das mulheres foi decisiva para os acontecimentos que culminaram na Revolução Russa.
O 8 de Março, portanto, não é apenas uma homenagem: é um marco da organização das mulheres operárias. Representa a luta por jornada justa, salário digno, direitos trabalhistas e igualdade dentro e fora das fábricas.
É a memória das mulheres que transformaram indignação em mobilização, e mobilização em conquista.
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