O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avançando nos estudos para implantar a tarifa zero no transporte público, uma política que pode marcar um novo capítulo na luta por direito à cidade, inclusão social e sustentabilidade. A proposta busca garantir mobilidade como direito, e não como mercadoria, aproximando o país de modelos já adotados com sucesso em mais de 130 municípios brasileiros.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a equipe do Ministério da Fazenda está trabalhando para calcular o custo e desenhar o modelo de financiamento do programa, que deve ser apresentado ainda em 2025. O projeto é uma das principais apostas do governo para fortalecer as políticas públicas voltadas à população trabalhadora e reduzir desigualdades.
“Estamos conversando com o ministro Fernando Haddad, prefeitos e representantes do setor para definir o mais rapidamente possível uma forma de financiamento. Essa é uma pauta estratégica para o país”, afirmou o deputado Jilmar Tatto, vice-presidente do PT.
O tema será debatido em audiência pública no dia 21 de outubro, na Comissão de Política Urbana da Câmara dos Deputados. O encontro reunirá governo federal, prefeitos e parlamentares, com o objetivo de discutir formas de viabilizar o transporte gratuito de maneira gradual e integrada entre União, estados e municípios.
A proposta de tarifa zero vai além do aspecto econômico: representa um compromisso com o direito à mobilidade, à dignidade e à sustentabilidade. O governo acredita que, ao garantir o transporte gratuito, será possível estimular o consumo, reduzir a pressão inflacionária dos reajustes de tarifas e fortalecer o comércio local, criando um ciclo positivo na economia popular.
Atualmente, 138 cidades brasileiras já oferecem transporte gratuito. A expectativa é que o governo federal coordene uma expansão gradual e responsável, respeitando as diferenças regionais, mas com um horizonte comum: mobilidade como instrumento de cidadania e justiça social.
O estudo, encomendado por Lula, deve avaliar não apenas o custo fiscal, mas também os benefícios econômicos e sociais de uma política que pode transformar o cotidiano de milhões de brasileiros — especialmente os que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e viver com dignidade.
“Garantir o direito de ir e vir é garantir igualdade de oportunidades. A tarifa zero é um passo necessário rumo a um Brasil mais justo e acessível”, avaliam técnicos do governo.
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