A greve nacional dos petroleiros, iniciada no dia 15, segue em curso nesta quarta-feira, com paralisações em diversas unidades da Petrobras em todo o país. A mobilização foi aprovada em assembleias da categoria após 103 dias de negociações sem avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), marcadas pela falta de diálogo da empresa.
Em São José dos Campos, a Revap (Refinaria Henrique Lage) permanece paralisada, com corte na rendição e adesão inclusive de trabalhadores terceirizados. Diretores do STIA SJC estiveram presentes nos piquetes, reforçando a solidariedade e o apoio à luta dos petroleiros.
Entre as principais reivindicações estão avanços no ACT, a defesa da Petrobras pública e sem privatização, e o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que impõem descontos adicionais nos salários e benefícios de trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas.
A greve atinge unidades em vários estados, como Espírito Santo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, demonstrando a força nacional do movimento.
Além da falta de negociação, os petroleiros denunciam episódios de repressão policial. Na Refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ), dirigentes sindicais e um cipeiro foram presos de forma arbitrária durante o exercício do direito de greve, em uma ação marcada por violência e abuso de autoridade.
O STIA SJC reafirma seu apoio à mobilização dos petroleiros, defende o direito constitucional de greve e cobra respeito à organização sindical e às reivindicações da categoria.

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