O 28 de abril marca o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, uma data de reflexão, denúncia e, acima de tudo, de luta. Mais do que lembrar aqueles que perderam suas vidas, este dia reforça a urgência de garantir condições dignas e seguras para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que milhares de pessoas morrem todos os dias em decorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. No Brasil, segundo o Ministério Público do Trabalho, foram milhões de registros de acidentes nos últimos anos, evidenciando uma realidade alarmante que ainda persiste dentro das fábricas e ambientes laborais.
Essa situação não é por acaso. Nos últimos anos, políticas implementadas durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro fragilizaram direitos históricos da classe trabalhadora. Reformas trabalhistas, flexibilização de normas de segurança e o enfraquecimento da fiscalização abriram espaço para o aumento da precarização e dos riscos no trabalho.
Hoje, trabalhadores seguem enfrentando jornadas exaustivas, acúmulo de funções, pressão por produtividade e falta de condições adequadas de segurança. Em muitas fábricas, a redução de equipes obriga um único trabalhador a executar tarefas que antes eram feitas por vários, aumentando significativamente o risco de acidentes.
Diante desse cenário, o 28 de abril deve ser também um dia de mobilização. É fundamental cobrar medidas concretas do governo atual, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, para reverter os retrocessos, fortalecer as Normas Regulamentadoras, garantir fiscalização efetiva e colocar a vida acima do lucro.
Mais do que números, estamos falando de vidas. De pais, mães, filhos e filhas que saem de casa para trabalhar e têm o direito de voltar com segurança.
Basta de mortes e acidentes de trabalho!
Defender a vida é defender direitos!
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