A discussão sobre o fim da escala 6×1 chegou ao Senado, mas Flávio Bolsonaro se posiciona contra a proposta que garante dois dias de descanso por semana e redução da jornada para 40 horas, sem redução salarial.
Em vez de defender o fim da 6×1, Flávio apoia uma proposta alternativa que permite negociar individualmente a jornada entre trabalhador e empregador, com pagamento proporcional às horas trabalhadas. Essa proposta não garante uma redução geral da jornada nem dois dias de descanso para todos.
Para o movimento sindical, esse modelo enfraquece a proteção coletiva. Na negociação direta, trabalhador e patrão não têm o mesmo poder de negociação — especialmente para quem depende do salário e precisa aceitar as condições oferecidas para manter o emprego. Essa é uma das principais críticas feitas pelas centrais sindicais à proposta alternativa.
E a atuação política também está em discussão. Em setembro, o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, afirmou que uma articulação da oposição liderada por Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho contribuiu para impedir naquele momento a votação da PEC no Plenário.
Agora, com a proposta novamente em discussão, a posição está colocada:
De um lado, dois dias de descanso e redução da jornada sem cortar salário.
Do outro, mais flexibilidade, negociação individual da jornada e precarização.
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