Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Bebidas de São José dos Campos e Região

Trabalhadores da Urbam seguem em greve e ampliam mobilização em São José dos Campos

2026-04-21T13:27:05+00:00

Os trabalhadores da Urbanizadora Municipal (Urbam), em São José dos Campos, seguem em greve neste mês de abril, em um movimento que cresce a cada dia e já atinge diversos setores da empresa. A paralisação, iniciada na semana passada, continua sem previsão de término e depende do avanço nas negociações com a empresa e a Prefeitura.

Desde os primeiros dias de mobilização, a greve tem impactado diretamente serviços essenciais como varrição de ruas, coleta seletiva de lixo e obras públicas. Com o passar dos dias, o movimento se ampliou, alcançando também áreas como manutenção de prédios públicos da saúde e educação, fiscalização, trânsito e a Central 156.

Reivindicações da categoria

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão:

  • Pagamento de adicional de insalubridade;
  • Reajuste no vale-alimentação;
  • Progressão salarial;
  • Fim da coparticipação no convênio médico.

Os trabalhadores denunciam que, especialmente na varrição urbana, há exposição diária a agentes contaminantes, como fezes de animais, além de condições adversas como calor intenso e exposição prolongada ao sol, sem a devida compensação.

Mobilização e denúncias

Ao longo da greve, os trabalhadores têm realizado atos e caminhadas, incluindo manifestações em frente à Prefeitura de São José dos Campos. Na última sexta-feira (17), houve mobilização no Paço Municipal, com presença da Guarda Civil Municipal, o que gerou tensão e discussão com os manifestantes. O sindicato da categoria afirmou que o ato era pacífico e legítimo.

Também foram denunciadas práticas de assédio moral, como o envio de telegramas convocando trabalhadores à sede da empresa sem pauta clara, o que, segundo relatos, teria o objetivo de intimidar e pressionar pelo retorno ao trabalho. As acusações são negadas pela Urbam.

Impasse e mediação judicial

Diante do impasse nas negociações diretas, o caso foi encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), que marcou audiência de conciliação para o dia 22 de abril. A Prefeitura foi convocada a participar, considerando seu papel como acionista majoritária da empresa e a relevância dos serviços para a população.

Por decisão judicial, a greve deve manter ao menos 70% do efetivo em atividades essenciais. Ainda assim, os impactos já são sentidos pela população.

Posicionamento da empresa

A Urbam afirma que a greve prejudica os serviços prestados e declarou que o movimento estaria extrapolando os limites legais do direito de greve. A empresa informou ainda que está adotando medidas jurídicas e mantém um plano de contingência para reduzir os impactos.

Segundo dados divulgados pela própria Urbam, cerca de 300 trabalhadores aderiram à paralisação, de um total de mais de 4 mil funcionários.

Solidariedade e apoio à luta

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São José dos Campos e Região manifesta total solidariedade à greve dos trabalhadores da Urbam. Entendemos que a luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e garantia de direitos é legítima e necessária.

A reivindicação pelo adicional de insalubridade, em especial, evidencia a realidade enfrentada por trabalhadores que diariamente garantem a limpeza urbana e a saúde pública, muitas vezes sem o reconhecimento adequado.

Reforçamos que o direito de greve é um instrumento legítimo da classe trabalhadora e que a solução do conflito passa pelo diálogo sério e pelo atendimento das reivindicações apresentadas.

Seguimos acompanhando o desdobramento das negociações e nos colocamos ao lado dos trabalhadores da Urbam nessa luta por dignidade, respeito e direitos.

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